Os vários tipos de cimento são indicados para compor argamassas e concretos de acordo com as necessidades de cada caso. Além disso, pode-se modificar suas características aumentando ou diminuindo a quantidade de água e cimento, e dos demais componentes: agregados (areia, pedra britada, cascalho etc.). É possível usar ainda aditivos químicos, a fim de reduzir certas influências ou aumentar o efeito de outras, quando desejado ou necessário.
A dosagem dos componentes do concreto e da argamassa é conhecida também por “traço”. Portanto, como numa receita de bolo, é importante encontrar a dosagem ideal a partir do tipo de cimento e agregados escolhidos para estabelecer uma composição que dê o melhor resultado com o menor custo. A dosagem deve obedecer a métodos racionais, comprovados na prática, e que respeitem as normas técnicas vigentes.
Mas não basta ter o traço e a dosagem ideais. A etapa de execução é fundamental para a obtenção de um bom concreto e de uma boa argamassa. Se os processos de adensamento e cura forem mal executados, acabam surgindo patologias, tais como baixa resistência, trincas e fissuras, corrosão das armaduras, entre outras. O bom adensamento é obtido por vibração adequada, especificada em norma. Já para obter uma cura correta é importante manter as argamassas e os concretos úmidos após a pega, molhando-os com uma mangueira ou com um regador, ou então cobrindo-os com sacos molhados (de aniagem ou do próprio cimento), de modo a impedir a evaporação da água por ação do vento e do calor do sol, durante um período mínimo de sete dias, ou ainda adotando-se o uso de agentes químicos de cura.
Os diferentes tipos de cimentos normalizados são designados pela sigla e pela classe de resistência. A sigla corresponde ao prefixo CP acrescido de algarismos romanos I a V, sendo as classes de resistências indicadas pelos números 25, 32 e 40. Estas apontam os valores mínimos de resistência à compressão (expressos em megapascal - MPa), garantidos pelos fabricantes, após 28 dias de cura.
Exemplo:O concreto dosado em central é o concreto executado pelas empresas prestadoras de serviços de concretagem(concreteiras), dentro dos mais altos níveis de qualidade e tecnologia.
A dosagem correta dos seus materiais componentes - cimento, água, agregados (brita e areia) e aditivos quando necessários - é feita seguindo-se as normas específicas regidas pela ABNT e de acordo com o tipo de obra. O preparo do concreto antes artesanal, rudimentar, despido de controles tecnológicos, evoluiu para uma atividade especializada, de execução complexa e altamente técnica e que pode ter os mais diversos usos e aplicações: em quaisquer tipos e portes de edificações, na pavimentação de vias urbanas e rodovias, barragens, obras de saneamento e serviços públicos, pontes, túneis e viadutos, plataformas marítimas e até obras de pequeno porte como calçadas, guias e sarjetas.
O concreto dosado em central além de ser prático, seguro, resistente e com alta trabalhabilidade é também muito econômico. Tire a prova e confira todas as vantagens que o concreto dosado pelas concreteiras tem para oferecer à sua obra:
Parâmetros Básicos: Para Cálculo do Concreto Virado em ObraMateriais:De acordo com a NBR 12655 "Preparo, Controle e Recebimento de Concreto", para a condição C, (fck15MPa) exige-se um consumo mínimo de 350kg de cimento/m³. Considera-se ainda perdas de 4% para o cimento, 5% para a brita e 20% para a areia, decorrentes da manipulação, quebra de sacos, lavagem da areia pela ação das chuvas etc. Mão de Obra:Para o preparo do concreto, o custo da mão de obra varia entre 13% e 27% do custo dos materiais (13% para pequenas cidades e 27% para grandes centros), segundo dados fornecidos por engenheiros, mestres de obra e outros profissionais da área de custos.
Equipamentos instalação / Manutenção:Consideram-se custos de amortização, desgaste ou locação de betoneiras, padiolas, pás, depósitos de cimento, mobilização, transporte, montagem e manutenção dos equipamentos, gasolina, força, óleo, limpeza, lubrificação e reparo. Este custo varia entre 1% e 3% do custo dos materiais.
Controle Tecnológico:A NBR 12655 determina que a dosagem experimental é obrigatória para concretos com fck 15MPa ou superior. Para isto, deve-se contar com um laboratório para se estudar iodo o material é elaborar o traço.
Deve-se ainda moldar corpos de provas do concreto da obra e rompê-los em prensas especiais, para se atestar se o concreto atingiu a resistência especificada pelo calculista. A NBR 12654 lista todos os ensaios que devem ser realizados. Todos os resultados de ensaios dos materiais e do concreto devem ser arquivados no canteiro de obras, à disposição da fiscalização e, preservados de acordo com a legislação vigente. Este custo varia entre 5% e 10% do valor dos materiais.
Despesas Administrativas:Referem-se aos custos do apontador, telefone, administração, contabilidade etc, Neste caso, é considerado como variando entre 8% e 12% do sub total (materiais / mão de obra / equipamentos / controle tecnológico).
0 profissional que segue as exigências das Normas Brasileiras está dentro da lei. Isto porque, segundo o Cap. V, Seção IV, Art. 39°, inciso 8º do Código de Defesa do Consumidor, todo produto ou serviço só pode ser fornecido quando estiver em acordo com as Normas Brasileiras. Isto inclui o concreto.
Todo concreto com função estrutural: sapatas, vigas, pilares, lajes, etc. deve ser controlado. Isto significa que os materiais que serão empregados no concreto: cimento, água, areia, brita e aditivos, devem ser previamente analisados antes de sua utilização para garantir a resistência do concreto. Isto vale tanto para o concreto de concreteira (Concreto Dosado em Central), como para o concreto executado na obra. A Norma visa o controle de qualidade adequado do concreto, independente de sua origem.
0 recebimento e o controle do concreto é de responsabilidade do proprietário da obra ou de seu representante. A Nova Norma exige que os certificados de ensaios de controle de materiais e da resistência do concreto fiquem permanentemente disponíveis às autoridades fiscais durante todo o tempo de construção da obra e, após a conclusão da mesma, pelo tempo previsto na legislação.
Quando o concreto for executado na obra, a responsabilidade cabe ao profissional encarregado pela execução desta (Engenheiro Civil, Arquiteto, Técnico em Edificações).
Quando o concreto for de concreteira, é o encarregado da central que assume toda responsabilidade. Este deve cumprir todas as prescrições desta norma e da NBR 7212 . Execução de Concreto Dosado em Central. Todos os resultados de ensaios devem ficar à disposição dos interessados na Central e devem ser fornecidos sempre que solicitados.
A NBR 12654 Controle Técnològico de Materiais Componentes do Concreto, lista todos os ensaios que devem ser realizados com a areia, brita, cimento, aditivos e água.
A dosagem experimental é obrigatória para concretos com fck 15 MPa (150kg/cm²) ou superior. Portanto, antes de se usar o concreto na obra, deve ser feito um teste em laboratório, para comprovar que ele atingirá a resistência especificada pelo calculista.
Para isto, a obra ou concreteira devem contar com um laboratório e fornecer amostras de todo o material (areia, brita, cimento, água e aditivos) que será utilizado para preparar o concreto. Nestes casos não se permitem dosagens empíricas (como por exemplo: o traço 1:2:4).
Para concretos com fck superior a 25MPa (250 kg/cm²), a medida dos materiais (areia, brita, cimento, água e aditivos) deve ser em massa. Em função das características destes materiais, o laboratório determinará um traço em massa.
Toda vez que mudarem os fornecedores dos materiais (tipo de pedra ou cimento, por exemplo) o traço deverá ser reestudado.
Quando o concreto for dosado em volume (caixas, latas etc.) e não em massa (balança), com estimativa da umidade da areia (isto só é permitido para concretos com resistência até fck20 MPa ou seja, 200 kg/cm²). Exige-se um consumo mínimo de 300 Kg/m³ (em geral 6 sacos de cimento por metro cúbico de concreto) para concreto de fck 10 MPa (100Kgf/cm²) preparados com traços pré-estabelecidos (empíricos) para concretos de resistências maiores que fck 15 MPa, exige-se dosagem racional, ou seja, traços calculados e testados à partir de ensaios normalizados.
Exige-se ainda, o controle da quantidade de água através do ensaio de abatimento (slump-test).
Além dos ensaios prévios, a Nova Norma exige que para todo o concreto estrutural sejam realizados ensaios de rompimento de corpos de prova para Cada lote de concreto como controle da resistência do concreto da estrutura.
(*) pilares, placas, vigas de transição, tubulão, brocas, blocos de fundação,
(**) lajes, vigas, paredes de caixa de água, escadas.
(1) Este período deve estar compreendido no prazo total máximo de 7 dias as interrupções para tratamento de juntas
A tabela acima refere-se à formação de lotes de concreto. Para cada lote formado, exige-se o mínimo de 6 exemplares extraidos de diferentes amassadas (betonadas). Cada exemplar deve ter, no mínimo, 2 corpos de prova para cada idade.
Define-se lote como sendo o volume de concreto que será avaliado. Deve ser uniforme, ou seja, de mesmo traço (composição) e dosado na mesma central.
A ruptura de corpos de prova de concreto é o ensaio mais importante para atestar a qualidade do concreto.
O preparo do corpo de prova deve ser feito adequadamente (NBR 5738), evitando que resultados falsos causem problemas tanto para o proprietário da obra quanto aos profissionais responsáveis pela execução e controle da obra.
As recomendações abaixo são importantes para garantir o controle adequado do concreto através do ensaio de compressão de corpos de prova cilíndricos (CP'S).
Através do item 7.2.3 da NBR 12655 que descreve como deve ser realizado o controle estatístico do concreto após o rompimento dos corpos de prova. 0 resultado deve ser comparado com o valor do fck especificado pelo calculista.
Sim. Segundo a NBR 12655, todos os resultados de verificação das propriedades do concreto e de seus materiais ou eventuais correções de ajuste devem permanecer sob os cuidados do profissional responsável pela execução da obra e à disposição da fiscalização, no próprio canteiro de obras.
Além disto, devem ser arquivados e preservados de acordo com a legislação vigente.
Quando se trata de concreto de concreteira (Concreto Dosado em Central), os resultados devem ficar à disposição dos interessados na própria central e devem ser fornecidos sempre que solicitados.
Fonte: www.abesc.org.br
| Nome do arquivo | Tipo do arquivo |
|---|---|
| Dicionário do Concreto | |
| ABESC | |
| PBbásico |