Schwing Stetter

40 anos

UHE – SANTO ANTÔNIO – PORTO VELHO – Rondônia – Brasil: UMA OBRA PARA GIGANTES.

Enviado em: 18/05/2012 às 12:05:47

Projeção Virtual da UHE Sto. Antonio

A construção da Usina Hidrelétrica Santo Antônio é um investimento de R$ 13,5 bilhões e deve estar totalmente concluída em 2015. Porém, a UHE começará a operar gradativamente, a partir de maio de 2012, conforme forem sendo montadas e instaladas suas turbinas. No auge das obras, em 2011, serão mais de 10.800 trabalhadores diretos.

A construção desse empreendimento, conduzida pelo consórcio construtor (formado pelas construtoras Norberto Odebrecht e Andrade Gutierrez, Alstom Hydro Energia Brasil Ltda., Bardella S.A. Indústrias Mecânicas, Areva Transmissão e Distribuição de Energia, Siemens Ltda., VA Tech Hydro Brasil Ltda. e Voith Siemens Hydro Power Generation Ltda.), começou pela margem direita do rio Madeira, em Porto Velho (RO), em setembro de 2008 – cerca
de um mês após a concessão da licença de instalação pelo Ibama, em 18 de agosto. A Usina Santo Antônio será erguida em oito etapas construtivas, envolvendo o que há de mais moderno em tecnologia. Serão dois canteiros, um em cada margem do Rio Madeira.

Num primeiro momento, no final de 2008, logo após o trabalho da área de Sustentabilidade da Santo Antônio Energia em arqueologia e desmatamento parcial, o trecho do rio que vai da margem direita à Ilha do Presídio foi isolado com a construção de ensecadeiras (aterros temporários para manter seco o leito do rio a ser trabalhado).

Neste local começou o trabalho de escavação em rocha no trecho onde ficará o primeiro dos quatro grupos de casas de força da Usina Hidrelétrica Santo Antônio. Neste segmento da UHE, a primeira unidade geradora (turbinas) do tipo bulbo vai começar a operar em maio de 2012 e três vão complementares de vertedouros nessa margem garantirão que o excesso de água no reservatório seja escoado. O lançamento de concreto propriamente dito deste circuito começou no segundo semestre de 2009.

Margem Esquerda

No início de 2009 começou a operação de limpeza da área e construção do acampamento do canteiro de obras na margem esquerda, bem como as escavações na região do vertedouro principal, com 15 vãos. Também ali perto, na ombreira  esquerda, ficarão o segundo e terceiro grupos de geração,abrigando 24 turbinas.

A grande diferença dos trabalhos nesse trecho (onde ficarão as turbinas de n 09 a 32) é que o grande volume de escavação será realizado sem a necessidade de implantação de grandes ensecadeiras.

Enquanto as primeiras turbinas começam a gerar energia, em 2012, o vertedouro principal (erguido na margem esquerda) abre suas comportas para que o rio seja desviado e as últimas 12 turbinas possam ser instaladas (no meio do rio, na parte central da Usina Hidrelétrica). Esta etapa será executada
onde hoje é o canal central do rio Madeira. Para permitir o trabalho nesse local, serão erguidas outras ensecadeiras, com dimensões maiores que as executadas anteriormente.

Detalhe da margem direita do Rio Madeira da UHE Sto Antonio. Estrutura com 2 Centrais Misturadoras para Concreto modelos M2 e HN 3.0.

Sistema Interceptor de Troncos

Na UHE Santo Antônio existirá uma grande estrutura na região da superfície do reservatório localizado à montante das Tomadas D’água do Circuito de Geração. Fixadas por colunas de concreto no leito do rio, esta estrutura impedirá que troncos e outros objetos flutuantes alcancem as turbinas e causem
danos aos equipamentos submersos.

Potência instalada de 3.150 MW

Quando entrar em operação, em 2012, a UHE Santo Antônio será a terceira maior usina do Brasil em energia assegurada, com uma potência instalada de 3.150,4 megawatts – o que equivale a 4% de toda a energia gerada no Brasil em 2007. Tal quantidade é suficiente para suprir a necessidade de 11
milhões de residências ou, aproximadamente, 44 milhões de pessoas, pressupondo que cada residência gaste 148 kW/h por mês (consumo médio do brasileiro). Essa energia (suficiente para levar eletricidade para a população da cidade de São Paulo) é fundamental para sustentar o desenvolvimento econômico do Brasil no futuro.

Para disponibilizar a potência desta que será a terceira maior usina hidrelétrica do país em energia assegurada serão necessárias 44 turbinas do tipo bulbo, ideais para projetos hidrelétricos em rios de grande vazão e baixa queda, como é o caso do Rio Madeira.

Equipamentos para Concreto

Com uma demanda de produção alta de concreto 24 horas por dia e de traços variados com prazo específico para entrega das etapas, o Consórcio pesquisou o mercado e investiu nos equipamentos SCHWING-Stetter. “Foram os únicos equipamentos que poderiam atender tecnicamente todas as exigências da obra, do concreto e peças de desgaste e reposição, dando tranquilidade que necessitamos para cumprimento dos prazos, segundo Engº. Augusto Silva Filho, responsável por equipamentos.

Equipamentos SCHWING-Stetter envolvidos no projeto:

– 36 Auto Betoneiras SCHWING-Stetter Modelo AM8FHC – Capacidade de 8 m3
– 10 Auto Bombas para Concreto com Mastro Separado para Distribuição Modelo BPL 2023 KVM 32 XL Detachable* com capacidade nominal de 90 m3/h.
* Detachable: Versão do equipamento onde se desconecta o mastro da Auto Bomba, e o mesmo é montado em uma torre treliçada, neste caso, com 45 m de altura, para distribuição do concreto, deixando as gruas livres para movimentação de carga.
– 4 Bombas Estacionárias modelo SP 2000 com capacidade de 90 m3/h.
– 1 Auto Bomba para Concreto com Mastro para Distribuição Modelo P2023 S42SX com capacidade de 135 m3/h.
– 1 Central Misturadora para Concreto Modelo M2 com capacidade teórica de 90 m3/h
– 3 Centrais Misturadoras para Concreto Modelo HN 3.0 com capacidade teórica de 120 m3/h cada.

Sistema de 3 Centrais SCHWING-Stetter Misturadoras para Concreto modelo HN 3.0 para 120 m /h cada. Garantia de produtividade.

Entrevista com Engº. Augusto Silva Filho

Odebrecht/CSAC:
Na obra são utilizados basicamente dois tipos de concreto:

CCR – (Concreto Rolado)
Utiliza traço de até 50 mm com Slump de 4 a 6mm. A porcentagem de cimento é de aproximadamente 180 kg/m3.

CCV – (Concreto Convencional)
Utiliza brita de até 25mm e traço de até 50mm, para uma quantidade média de cimento de 280 kg/m3. Para concreto
bombeado utiliza-se o traço de aproximadamente 12 cm.

 

 

Volume médio de concreto diário: “ A obra , quando estiver em regime de lançamento estabilizado, deverá ter a produção diária média de 2500 m3   ( na margem esquerda) e 1400 m3 na margem direita . As produções poderão atingir em “pico” 3500 m3/dia (margem esquerda) e 2000 m3/dia (margem direita) . A produção mensal da margem direita será em média de 30.000 m3/mês e a esquerda será de 65.000 m3/mês. O volume total de concreto previsto par a finalizar a Obra é de 3.400.000 m3 , sendo 600.000 em “CCR” e o restante em Concreto Convencional. ( Cerca de 2.900.000 m3). 70% desse concreto será bombeado e distribuído nos blocos utilizando um total de 12 mastros de distribuição SCHWING-Stetter. 

Centrais Misturadoras SCHWING-Stetter: “A Obra está muito satisfeita com os equipamentos SCHWING-Stetter em utilização. Particularmente destacamos o desempenho das Centrais para Concreto modelo HN 3.0, cuja produção teórica da instalação é de 123 m3/h, e está muito próxima da média efetiva que é de 90 m3/h, o que representa 73% da quantidade total. Destacamos também na instalação , o ciclo de conclusão da mistura que inclui a pesagem , transporte da balança até o misturador e a mistura propriamente dita, que não ultrapassam os 90 segundos. Outro aspecto positivo das centrais é a possibilidade da montagem rápida das mesmas”, diz Engº. Augusto.

Auto Bombas e Auto Betoneiras SCHWING-Stetter: “ O transporte do concreto direcionado para as Auto Bombas e distribuído pelos mastros separados a partir das centrais de concreto é feito por betoneiras com capacidade de 8 m3, que têm registrado um bom desempenho tanto em deslocamento rápido quanto na descarga do concreto, bem como as Auto Bombas com possuem um alto desempenho e fácil operação, o que facilita o andamento da obra”, completa.

Equipe Técnica CSAC – UHE Sto Antonio                              (esquerda p/direita):

Engº. Horácio – Responsável pelas Centrais e Produção
Engº. Augusto Silva Filho – Gerente Equipamentos.
Engº. Jorge Uemura – Gestor Equipamentos
Engº. Elvio Granja – Responsável pelas Centrais e Produção

 

 

 

 

 

Apoio e Equipe Técnica SCHWING-Stetter:

“Desde o início da contratação dos equipamentos SCHWINGStetter, a obra foi muito bem assistida pelos técnicos da empresa, realçando a disponibilidade , o conhecimento e o relacionamento dos mesmos durante os processos de montagem/consignação e treinamento da equipe de operação e manutenção do consórcio. As informações de desempenho dos equipamentos SCHWING-Stetter durante a fase de proposta de venda, realmente foram condizentes com a realidade técnica dos mesmos”, diz Engº. Augusto.

Funcionamento e logística da obra no período noturno.

Veja as principais etapas da obra

ETAPA 01 – Setembro de 2008 – Junho de 2009
– Desvio do Córrego Mato Grosso;
– Construção de duas ensecadeiras na margem direita e uma na margem esquerda;
– Escavações nas margens.

ETAPA 02 – Julho de 2009 – junho de 2010
– Construção de uma ensecadeira em cada margem;
– Início da construção dos vertedouros principal e complementar, do sistema de transposição de peixes e do dique na lateral do canal de fuga;
– Início da montagem de oito casas de força.

ETAPA 03 – Agosto de 2010 a maio de 2011
– Início do cordão de fechamento do leito do rio;
– Construção de duas ensecadeiras na margem esquerda e conclusão do vertedouro principal;
– Remoção de uma ensecadeira em cada margem e conclusão do sistema de transposição de peixes da Ilha do Presídio;
– Início da montagem de onze casas de força.

ETAPA 04 – Junho de 2011 – Setembro de 2011
– Conclusão do cordão de fechamento do leito do rio;
– Construção de três ensecadeiras no leito do rio;
– Desvio do rio pelo vertedouro principal;
– Remoção de duas ensecadeiras da margem direita;

ETAPA 05 – Outubro de 2011 – Dezembro de 2011
– Escavação no leito do rio;
– Conclusão do vertedouro complementar;
– Enchimento do reservatório;
– Teste da primeira unidade geradora de energia.

ETAPA 06 – Janeiro de 2012 – Junho de 2012
– Início geração comercial da primeira unidade geradora (maio de 2012).
– Remoção de uma ensecadeira no leito do rio;
– Fim das escavações no leito do rio e margem esquerda
– Início da montagem de 11 casas de força;

ETAPA 07 – Julho de 2012 – Março de 2013
– Início da construção da barragem de força;
– Continuidade da montagem das casas de força;
– Início da geração comercial da primeira unidade do segundo grupo de casas de força.

ETAPA 08 – Abril de 2013 – Maio de 2015
– Conclusão da montagem das casas de força;
– Conclusão da barragem de força;
– Remoção das ensecadeiras restantes;
– Conclusão da obra em junho 2015;
– Início geração comercial das demais unidades geradoras.

Curiosidades

– A Usina Hidrelétrica Santo Antônio será a sexta maior do Brasil em potência instalada (atrás de Itaipu, Tucuruí, Ilha Solteira, Jirau e Xingó), e a terceira em energia assegurada;
– A energia elétrica produzida anualmente equivale a 4,3% do total gerado no país em
2007;
– Sua geração será suficiente para suprir a necessidade de 44 milhões de brasileiros (considerando o consumo médio no país), o que equivale a quatro vezes a população da cidade de São Paulo;
– As 44 turbinas bulbo da usina hidrelétrica são consideradas as maiores do mundo com  essa tecnologia;
– A quantidade de ferro usado na construção da usina (138 mil toneladas) daria para construir 18 torres Eiffel;

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