Schwing Stetter

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Concreto sobre rodas – o desempenho das autobetoneiras no Brasil

Enviado em: 08/05/2014 às 10:05:28

Você sabia que as operações das autobetoneiras são diferentes das realizadas em outros veículos logísticos de carga? Como esses equipamentos transportam concreto, que é perecível, com peso específico alto e permanecer em movimento constante com o veículo, os principais e mais importantes cuidados são com a dirigibilidade do veículo autobetoneira, principalmente nas curvas, pois o centro de gravidade da carga é alto e ela está sempre em movimento jogando peso lado a lado.

A quantidade de giros do tambor para melhor homogeneidade do concreto normalmente é fixado em 14 giros por minuto, assim sendo operador das autobetoneiras, principalmente em carregamentos com centrais dosadoras, deve homogeneizar a carga antes de sua aplicação ou descarga.

É preciso redobrar a atenção na inspeção visual interna do tambor. “Muitas vezes o operador sobe na área da escada de inspeção e olha para dentro do tambor criando grande perigo de acidente”, alerta o presidente da SCHWING-Stetter, Ricardo Lessa. “Colocar água em excesso no concreto em agitação, principalmente com a utilização de centrais dosadoras, prejudica a qualidade. Além disso, concreto tem tempo de vencimento, por isso o operador deve tomar cuidado em não exceder esse time e acabar prejudicando a qualidade do produto”, diz.

Atenção com a limpeza interna do tambor é outro item essencial, principalmente com a qualidade das hélices de agitação, pois um tambor com concreto aderido à superfície interna do tambor ou hélice desgastada prejudica diretamente na agitação da mistura.

A frota de autobetoneiras no Brasil

Com base em informações obtidas pela SCHWING-Stetter junto a associações de concreto e cimento, o Brasil produz aproximadamente de 53 a 55 milhões de metros cúbicos de concreto industrializados, fabricados e transportados por autobetoneiras, considerando que a produção média mês das autobetoneiras no Brasil está por volta de 350 a 400 m³/mês.

“Hoje temos no país em operação aproximadamente 12 mil autobetoneiras”, informa Ricardo Lessa. “A distribuição desses equipamentos não é controlada, porém pode-se concluir que 65% desse volume estão localizados nas regiões mais industrializadas do país, ou seja, Sul e Sudeste. Outros 25% nas regiões Centro Oeste, Nordeste e Norte, com o restante 10% nos diversos canteiros de obras”, diz.

“O mercado brasileiro tem uma capacidade instalada para produção de aproximadamente 3 mil a 3,5 mil unidades/mês, porém no ano passado foi de aproximadamente 2 mil unidades, segundo informações da ANFIR (Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários )”, explica Lessa.

Ou seja, quantidade 12% menor que 2012, que já foi 10% menor que no ano anterior. Para ele, a queda anual nas vendas não significa que o mercado está transportando menos concreto, porque nesse mercado a renovação de frota praticamente não existe, os clientes fazem a revisão do sistema hidrostático e tambor, colocando as autobetoneiras novamente operativas.

No Brasil elas são usadas no transporte do concreto em grandes canteiros de obras, que utilizam centrais misturadoras para a produção do concreto. Porém no mercado tradicional e comercial, são empregadas na fabricação do concreto em centrais dosadoras, que têm a função de dosar todo o material nas autobetoneiras. Nesse caso, além de transporte, também têm a função de misturar e fabricar o concreto pelo princípio de queda livre, exigindo bastante dos caminhões e diminuindo para mais da metade a vida útil das autobetoneiras.

Esta condição de fabricação do concreto não está qualificada em nenhuma norma nacional ou internacional somente temos informações da NRCA (National Redymix Concrete America), que sugere que o tambor da autobetoneira gire no mínimo entre 80 a 100 vezes para a obtenção de 85 % da homogeneidade deste concreto.

Os modelos mais procurados no mercado

A SCHWING Stetter desenvolve, produz e oferece os modelos AM 7 FHC, com capacidade para 7,0 m3, AM 8 FHC, com capacidade para 8,0m3, e AM 10 FH, capacidade para 10,0 m3. Todos com os mesmos padrões de qualidade de material, tecnologia, acessórios e detalhes de segurança disponíveis nas autobetoneiras comercializadas no mercado europeu, com alteração somente no projeto de adaptação.

AM8FHC

O modelo mais popular, que representa 80% das vendas desses equipamentos pela empresa, é o AM 8 FHC, com capacidade para 8,0 m³, montado sobre caminhões 6×4 ou 8×4, com potência mínima do motor de 280 cv. “Porém, nos últimos anos a oferta de caminhões maiores despertou a procura por autobetoneiras de 10,0 m3 montadas sobre veículos com versão mínima 8×4 e capacidade mínima de potencia de 330cv”, diz Ricardo Lessa.

Autobetoneiras montadas com bombas estacionárias 

AM8FBP

A SCHWING Stetter também disponibiliza autobetoneiras montadas com bombas estacionárias para concreto com distribuição através de tubulação rígida ou flexível modelos AM 8 FBP ou com bombas estacionárias para concreto com distribuição através de mastros articulados para concreto modelos FBP 21 e FBP 26, ou ainda sistemas de transporte do concreto através de correias articuladas, que facilitam a aplicação em pequenas e médias construções dispensando o uso de bombas para concreto.

Essas versões adaptadas são bastante procuradas e aplicadas para concretagens de obras onde o volume máximo do concreto é de no máximo 24 m³, ou seja, uma carga da autobetoneira com a bomba para concreto e mais outras duas que descarregam diretamente nesta autobetoneira com bomba para concreto.

Elevados padrões de qualidade

As autobetoneiras fabricadas pela SCHWING Stetter no Brasil seguem as mesmas exigências internacionais de qualidade, produção e montagem internacional do grupo. O início da fabricação é o recebimento e controle 100% das características química e mecânica do aço, comparando com os certificados de qualidade do fornecedor.

“Somente após aprovação o equipamento é liberado para produção, todos os elementos construtivos são soldados em dispositivos específicos da SCHWING Stetter que garantem totalmente a excentricidade e alinhamento do funcionamento de giro do tambor, com soldadores qualificados anualmente internacionalmente pelo órgão alemão SLV Disburg. Todos os elementos construtivos após montagem e soldagem são jateados com granalha de aço e posteriormente aplicação de primer com proteção anticorrosivo, pintura PU de acordo com o solicitado pelo cliente”, explica Ricardo Lessa.

Após o processo de jateamento e pintura os componentes são encaminhados para a linha de montagem, que garante excelente qualidade de produção, os componentes são montados e pintados na cor do cliente e no final da linha a colocação do logotipo do cliente e o envio para área de teste.

Diferenciais técnicos importantes

Com os modelos mais leves disponíveis atualmente no mercado, as autobetoneiras fabricadas pela SCHWING-Stetter contribuem para o transporte de maior quantidade de concreto dentro da lei de balança em comparação com a concorrência. Entre os diferenciais, possuem rolo de apoio simples com diâmetro de 260 mm (maior diâmetro do mercado), ou seja, maior perímetro em menos desgaste, com sistema de lubrificação manual centralizada.

Contam também com bock dianteiro e traseiro do Tambor, fixado no chassi em “U”, parafusado diretamente ao chassi do caminhão, através de grampos com sistema de torque autotravante, que permitem absorção de pequenas torções entre o chassi do caminhão e o equipamento evitando desalinhamento do tambor.

As calhas de entrada de material e saída de concreto são revestidas com chapas anti-desgaste, não necessitando de substituição. As calhas de descarga extensivas sobressalentes montadas sobre os paralamas são fabricadas em material UHTM, mais leves e longas do mercado.

Além disso, os tambores são construídos com sete hélices internas fabricadas em aço carbono de alta resistência ao desgaste por abrasão, as calhas de descarga traseira articulada permitem descarga de concreto CCR diretamente no pavimento ou em baldes de 2,0 m de altura sem necessidade de a autobetoneira subir em rampas de marcha ré.

A primeira auto bomba do mundo

O grupo SCHWING apresentou ao mundo a primeira Auto Bomba para concreto modelo com capacidade de 25 m³/hr, montada sobre um caminhão marca Mercedes Benz, em meados de 1982, com o objetivo de oferecer a solução completa em equipamentos para a fabricação, transporte, bombeamento, distribuição e reciclagem de concreto residual.

As primeiras autobetoneiras chegaram ao Brasil importadas pelas empresas de concreto Redimix e Concretex e tinham capacidades de 3 e 4 m³, montadas sobre caminhões Mack e Mercedes Benz de dois eixos, com sistema de giro do tambor ainda acionados através de correntes.

Em toda a Europa e vários outros países do mundo esses equipamentos são utilizados para o transporte do concreto, pois as centrais os abastecem com o concreto já misturado, fator que contribui diretamente para uma melhor homogeneidade do concreto, economia de combustível e menor desgaste do tambor e facas das autobetoneiras.

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